Estou cada vez mais maravilhada com estes AASI NITRO SP da SIEMENS, o mais potente do mercado, assim como disse a Paula Pfeifer, deficiente auditiva pós-lingual (Crônicas da SURDEZ) que também utiliza o mesmo modelo no outro ouvido para acompanhar o IC (Implante Coclear), ela fez um comentário em seu Facebook: “que era tão potente, mas tão potente, assim que saí do consultório da fono, na rua, quando passou um ônibus atrás de mim, parecia um furacão Katrina!”. Realmente é muito forte, para quem possui uma perda auditiva muito grande. Atualmente, esses aparelhos auditivos mais modernos tem uma tecnologia chamada “transposição de som”, ou seja, além de ser digital e com variados recursos, ele não é simplesmente um amplificador sonoro. Sem AASI, respondo somente algumas frequências nos sons graves e ainda super alto, então essa tecnologia faz também uma compressão de sons agudos para dentro da faixa de sons graves, não são todos, mas grande parte! Isso só está começando….

Tenho postado aqui no blog e no Facebook, experiências sonoras incríveis que estou vivenciando desde que adquiri estes aparelhos auditivos, no próximo mês (Fevereiro) completará 1 ano e 4 meses de adaptação e construção de memória auditiva. Por que “construção de memória auditiva”? Como nasci sem ouvir nada, os AASI analógicos naquela época foram às últimas esperanças que pudessem ao menos estimular os meus restos auditivos, que eram tão poucos. O Implante Coclear estava se concretizando naquele tempo, por isso minha mãe optou pelos AASI. Primeiro, vejam a minha  audiometria feita sem os ASSI:

Audiometria

 

*OBS: Os “S” com as setas apontadas para baixo, são ausentes.

Bom, naquela época como os aparelhos eram analógicos, somente amplificavam os sons ao meu redor, e eu só escutava os sons graves e alto, e com o tempo fui descobrindo a minha surdez, e aprendendo a lidar com ela. Mas utilizando esses da SIEMENS, me dei conta que durante anos estive “tão” surda com os aparelhos anteriores que não ofereciam tantos recursos…rsrs. Para dar uma ideia dessa noção, veja abaixo dois “audiogramas” com desenhos que representam sons que são percebidos em determinados graus de audição: as minhas respostas sonoras sem os AASI e o outro com a SIEMENS, respectivamente. Os círculos em vermelho, são para demonstrar os sons que consigo ouvir!

                                        SEM AASI         

O que escuto SEM AASI                                                        

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                               COM AASI SIEMENS

O que escuto com NITRO SP

Continuo consultando com a minha fonoaudióloga 1 vez ao mês para aumentar o volume deles, bem devagarzinho e ainda tem bastante para aumentar os agudos. Falando nisso, me lembrei da surpresa que tive na semana passada: ouvi o agudo híper-fino da panela de pressão (é muito mais agudo do que a chaleira quando apita). O agudo doía a cabeça e os ouvidos, nunca tinha passado por esta experiência enlouquecedora dos ouvintes, mas mesmo assim fiquei muito feliz!!

É um novo recomeço, tenho respondido várias frequências de sons agudos, mas como não tenho memória auditiva, é bem mais difícil de construí-la… Mas basta treinar muito!! Ainda dependo da leitura labial em tempo integral e Closed Caption/legendas na TV. Parece que a minha parte auditiva no meu “cérebro” somente tem 1 ano e 4 meses! Pois agora já consigo identificar inúmeros sons/barulhos, que antes jamais havia conseguido!