Até alguns anos atrás, o mercado de trabalho estava com todas as portas fechadas para quem tivesse alguma deficiência, imagina quantos deles ficaram impossibilitados de terem uma melhor qualidade de vida, ser valorizados como cidadão? Atualmente em nosso país conta com 45, 6 milhões de brasileiros que possui algum tipo de deficiência, isto significa quase 1/4 da população brasileira, sendo um número bem maior das manifestações democráticas que estão ocorrendo neste ano (2013) em nosso país, dá para imaginar?!

Há 22 anos, nós temos uma Lei que obriga as empresas, sejam elas públicas ou privadas, a preencherem uma cota para deficientes em uma porcentagem proporcional ao número total de funcionários da empresa, de acordo com a LEI:

Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991, lei de contratação de Deficientes nas Empresas.  Lei 8213/91, lei cotas para Deficientes e Pessoas com Deficiência dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência e dá outras providências a contratação de portadores de necessidades especiais.

Art. 93 – a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção:

– até 200 funcionários……………… 2%
– de 201 a 500 funcionários……….. 3%
– de 501 a 1000 funcionários……… 4%
– de 1001 em diante funcionários… 5%

Logicamente falando, quanto na administração como na consciência das empresas, estão sempre em busca de melhorias em desenvolvimento para atingir as suas metas, sendo que um dos objetivos é avaliar currículos e selecionar candidatos mais qualificados do mercado às vagas. E quando os currículos de PCD’s que chegam à empresa, como funciona? Pois fiz pesquisas de vagas e li milhares de comentários nas redes sociais de grupos privados a estas pessoas com deficiência, desabafam o quanto são esquecidos no mercado de trabalho, são contratados devido às cotas, e não por reconhecimento profissional. E, a maioria das vagas oferecidas destinadas à este público, são de cargos inicias.

Assim, como falei no título que existem PCD’s qualificados para o mercado de trabalho que estão sempre em busca de vagas equivalentes aos seus conhecimentos e experiências profissionais, mas infelizmente a sociedade tem rotulado este nicho como pessoas “vulneráveis”, dificultando ainda mais o acesso deles ao mercado de trabalho, para então serem reconhecidos.

Para isto, não basta à lei citada acima, pois somente oferece “assistencialismo” e não incentiva momento algum para que eles possam ser reconhecidos dentro da empresa e possuir um plano de carreira, não está na hora de atualizar esta LEI? Precisamos sair da caverna, abrir horizontes da mente, e serem mais espertos! 45 milhões de PCD’s estão em suas mãos e fariam a sua empresa crescer muito mais! Pois o fato de ser deficiente amplia inimaginavelmente outros sentidos (Audição, olfato, paladar, tato e visão) e cada um tem a sua percepção diferente do mundo, possibilitando preencher lacunas perceptivas e causar um impulso diferencial na empresa!

Aqui vão algumas dicas essenciais às empresas para incluir PCD’s e incentivá-los para que sintam valorizados, dimensionando ainda mais o potencial de cada um (clique na imagem abaixo para ampliar):

Dicas inclusão trabalho

Enfim, estas são algumas dicas que abrem caminhos para que possam buscar o melhor para empresa. Gostaria de solicitar para aqueles PDC’s que passaram por estas experiências e outros demais que tiverem novas ideias ou aqueles que têm conhecimentos na área de inclusão, que somem mais dicas interessantes nos comentários abaixo, vamos distribuir mais ferramentas para que as empresas possam aproveitá-las ao máximo em busca de uma meta perfeita!

Antecipadamente grata e ficarei no aguardo!