Metamorfose das Borboletas 2

Gente, temos novidade para o dia 26 de Setembro deste ano de 2016, dia dos surdos: “VII ENCONTRO SURDEZ E CIDADANIA”, evento que acontece todos os anos, no mês de Setembro, com palestras na área da surdez, com apresentação dos grupos de teatro, coreografia, cantando com as mãos, após darei uma palestra sobre “Trajetória do Silêncio” e por último com o grande espetáculo do Grupo de dança VibrAção – “Metamorfose das Borboletas” dirigido pela profª Claudia Eccard.

Os grupos fazem parte dos projetos da APASI e são composto por surdos e por alunos com surdez que frequentam o CAESMI – CENTRO DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO NA ÁREA DA SURDEZ DO MUNICÍPIO DE IBIPORÃ. Esse ano o encontro acontecerá dia 26 de Setembro a partir das 8 horas da manhã, que ocorrerá no Cine Teatro Padre José Zanelli, na Av. Dom Pedro II, 3268 – Centro, Ibiporã.

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Veja abaixo o depoimento da criadora do projeto Vibração, Cláudia Eccard, dançarina de Ballet, pedagoga e professora de consciência corporal, possui este projeto para alunos com surdez desde 2013:

“A ideia do espetáculo surgiu depois que eu ouvi a música “Borboletas” de Luciana Mello. Quando ela diz na frase: “O que seria delas, se não pudessem voar?”. Então comecei a refletir, que nem todas as borboletas são tão belas, ou voam iguais umas das outras , mas nem por isso elas deixam de serem borboletas.

E que assim também são os seres humanos, nem todos andam, podem ver ou ouvir, e o que seriam deles sem poder fazer o que os outros fazem , nem por isso eles deixam de serem seres humanos. Outra frase que me chamou a atenção:

“Lá fora eu vejo o mundo, e sinto lá no fundo que aqui não é o Meu lugar”.

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E muitos pensam assim, se sentem diferentes e excluídos, e muitos permitem se excluir. E ficam apenas sonhando, não sabem como ser feliz, apenas aceitam o que a sociedade os impõem, sem ao menos tentar voar para bem longe… Cada borboleta é de um jeito, nenhuma é igual à outra. Umas mais coloridas e outras nem tanto. Umas voam mais alto, outras nem ao menos voam, mas continuam sendo borboletas.

Muitas borboletas passam por nós despercebidas, nem notamos sua presença, assim também acontece com nós seres humanos, muitos passam por nós e também não notamos sua presença. Olhar para uma borboleta não é apenas vê-la passar, mas sim notá-la. Olhar para um ser humano não é apenas olhar , mas sim enxergar, sentir, perceber, ver sua beleza independente de qualquer deficiência. Olhar e perceber o que cada um tem de bonito, o que tem de especial. Todos nós somos iguais perante Deus.

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É isso que eu pretendo com o meu espetáculo, e em especial com o meu projeto de dança VibrAcao. “Transformar o sonho em realidade e escuridão em brilho no olhar”. Luciane Mello. O Espetáculo tem como objetivo trabalhar a inclusão unindo surdos, ouvintes, cadeirantes, autista, em uma única apresentação, mostrando que todos são capazes de ousar e acreditar.

Participantes do espetáculo- 104 alunos (as). Entre eles são: 12 surdos profundo 8 moderados 2 cadeirantes 2 Autistas 1Paralisia infantil Ouvintes.

Amor ao próximo. O olhar mesmo sem enxergar. O sentir, mesmo sem ouvir”

Cláudia Eccard Graciano

Metamorfose das Borboletas completo

Lindo não é? Eu me emocionei com este relato de Cláudia, todos nós somos iguais e com o nosso jeito podemos VOAR além do horizonte!

Compartilhe a todos seus amigos, profissionais, educadores e a todos interessados em assistir o espetáculo!! Vai ser maravilhoso!! Um abraço a todos!