Para aqueles que ainda não viram a minha reportagem na TV Justiça, seguem abaixo agora
com texto produzido durante a apresentação do programa “Via Legal”!!

 

TEXTO:

Quem tem algum tipo de deficiência sabe que não é fácil superar os próprios limites,
vencer preconceitos, se estabelecer no mercado de trabalho, portas se abrem para
essa parcela da população, no sul, por exemplo, portas importantes para deficientes
auditivos.

Os dados impressionam, mais de 45 milhões de brasileiros, tem algum tipo de deficiência e
segundo o último censo do IBGE, 5% desse grupo apresentam problemas de audição,
é o caso de Patrícia.

Patrícia: “Eu nasci com deficiência auditiva profunda e bilateral, devido a Rubéola
contraída durante a gravidez de minha mãe”.

A Terapeuta Ocupacional está entre as pessoas que superam as limitações físicas para
se inserir no mercado de trabalho, uma tarefa que ela faz questão de dizer,
não é nada fácil:

“O que acontece atualmente é que as empresas contaratam os deficientes para cumprir as
cotam em lei e não qualificam o quanto deveria, assim como com os demais”

pessoas com deficiência, e nesse meio a pessoa vai buscar alcançar e isso”

Agora o que nós precisamos trabalhar profundamente é inclusão no mercado de trabalho.

E com a intenção de valorizar essa mão de obra, a Justiça Federal no Rio Grande Do Sul,
implantou um projeto-piloto, uma unidade e tanto para jovens como Heitor. Pouco mais de
6 meses, a rotina de trabalho mudou, ele trocou as atividades pesadas que
exercia em fábrica na região do Vale dos Sinos, por uma oportunidade na Justiça Federal.

Aqui o aprendizado é diário, o jovem está descobrindo, por exemplo, os caminhos que o
processo percorre quando chega nos tribunais. Heitor e outros três jovens surdos,
trabalham na triagem dos processos e também ajudam a scanear as páginas, uma etapa
importante para digitalização das ações, na subseção judiciária de Novo Hamburgo.

Bom, o processo do controle de qualidade que é
diferente.Em termos de aprendizado o que mais destaca até agora é a Digitalização.

” E os resultados confirmam, o perfil da equipe antende as necessidades desse momento da
justiça”

Estão se revelando, assim, excelentes operadores nessa digitalização, aí cabe fazer todo o
preparo do processo, desde a reparação, a higienização que a gente diz,
tirar os clips, tirar alguma coisa que esteja colada na folha, desentortar, desamassar
folha para fazer a conferência das peças, todo o controle de qualidade, alimentar os
scanners para fazer a digitalização.

Repórter: “Realidade que  para novatos como Vanessa, significa a primeira chance de
entrar no mercado de trabalho.

Muito aprendizado, muito interesse em aprender.

Débora é a intérprete que auxilia os adolescentes nas conversas com os demais colegas.
É importante, que não é uma questão muito complicada de explicar as coisas, no básico,
dia a dia, conseguem se virar tranquilo entre eles.

Colega: “Usam mímicas, a escrita, tentando comunicar, se a gente não consegue se comunicar
com sinais, eu por exemplo, não conheço todos ainda, tentamos com gestos, gesticulando bastante,
está muito bom, está bem tranquilo.

O desempenho do grupo tem sido bom que a meta para este ano é triplicar o número de vagas
para jovens surdos. Pela quantidade de processos que nós temos, não se poderia ficar com
um número menor, teríamos que triplicar esse número. O ideal seria ir além para terminar
em prazo menor.

A contratação dos jovens é feita por meio de um convênio com a Federação Nacional de
Integração dos Surdos (FENEIS), os escolhidos, trabalham seis horas por dia, eles levam
para casa um salário de 851 reais por mês e deixam o tribunal, resultados que impressionam
qualidade. A mão de obra do surdo, ela é muito mais eficiente, se concentram muito mais,
se dispersam muito menos e são muito mais comprometidos.

Reporter: Oportunidade do surdo Heitor espera aproveitar ao máximo,
tanto que já sonha com voos mais altos.

“Por que você gostaria de continuar Heitor? Porque estou tentando uma faculdade para o
meu futuro.”

E o maior exemplo vem de uma surda, com o apoio da família, Patrícia superou as limitações,
aprendeu a falar, fez faculdade e virou escritora para contar sua própria história.

“Eu resolvi publicar a obra para compartilhar com as pessoas, o quanto é importante o incentivo
de uma pessoa com deficiência. Quanto mais cedo o incentivo é, mais ela terá uma
integração social, ter uma qualidade de vida melhor!!