2014-05-03 14.32.11No último sábado (03/05) fui no 65º aniversário da minha queridíssima Berenice Sica Lamas, todos nós a chamamos de Berê, minha companheira durante a produção deste meu 1º livro Surdez: Silêncio em Voo de Borboleta. Ela é Poeta, Escritora, Psicóloga, Mestre em Psicologia Social, Doutora em Letras e Consultora literária!! Foi uma mega festa, com muitos convidados, escritores e poetas. Berê recebeu lindas homenagens que emocionou a todos! Parabéns pela profissional competente que és, muito especial e  que compartilha tantos conhecimentos com a gente!

Para a minha surpresa, onde eu estava sentada, ao meu lado estava uma grande escritora e poeta:  Maria Carpi, mãe do Fabrício Carpinejar!! Pessoa excelente, reservada e os pensamentos voam além do imaginável! Ela também conheceu a minha trajetória e quando soube que eu amo sons, músicas e canto…Inclusive, lá também houve um canto de uma voz incrível e potente, não consegui segurar o choro. Quando eu era pequena, eu disse para minha mãe: “Quero ser cantora quando crescer”, ela lagrimejou-se…Maria Carpi disse para mim: “Tu tens saudades de algo que não teve”. Me identifiquei em suas palavras e me emocionei, pois é exatamente isso! Algo que não tive é ouvir e entender as palavras sem leitura labial, mas mesmo vendo a expressão e a voz do cantor, sinto-me  numa viagem encantadora na alma de cada um. Acho que só escritores, poetas e músicos entenderiam isso…Outros artistas ententeriam a viagem através das pinturas, esculturas e danças. Afinal, todos nós somos viajantes da arte!

2014-05-03 14.03.42* Da esquerda para a direita: minha Vó Lurdita, Maria Carpi e EU!

 

Há uma publicação na ZH do Carpinejar que o título é: “Retartado aos 8 anos” . Ao ler, logo me identifiquei um trecho que ele escreveu, pois as nossas mães em vez de culpar o destino, nos amaram mais:

“Em vez de culpar o destino, me amou mais.

Na vida, a gente somente depende de alguém que confie na gente, que não desista da gente. Uma âncora, um apoio, um ferrolho, um colo. Se hoje sou escritor e escrevo aqui, existe uma única responsável: Maria Carpi, a Mariazinha de Guaporé, que transformou sua teimosia em esperança. E juro que não estou exagerando.”

Fabrício Carpinejar