Meu deus!! Encontrei essa primeira musiquinha que escrevi quando tinha sete anos, tinha um pequeno-grande vocabulário, pois falava tão pouco e sendo intensamente estimulada pela família, professores, fonoaudiólogas e pedagogas. Eu e minha mãe nos comunicávamos1º Letra de música através de escrita, gestos, desenhos e leitura labial.  Até esse momento ninguém tinha me explicado o que significava “música”, e muito menos eu podia dizer que foi expressa neste papel. Algumas palavrinhas, tive que desenhar e fazer gestos para que minha mãe compreendesse e me mostrasse como soletrar corretamente, e claro também as suas pronúncias. Mas eu queria que elas repetissem, falava e apontava ao lado destas palavras: “De novo, de novo!”. Minha mãe incomodada com isso, e me perguntava por que tinha que repetir as palavras? Pensando que eu queria somente me comunicar com ela. Portanto, ela me explicou que não precisaria escrever três vezes a mesma palavra. Mas a minha teimosia fez com que ela escrevesse novamente. A confusão foi tanta!! Fui salva quando minha avó disse que era uma música!! 

Logo, minha mãe lembrou que quando eu tinha quatro anos de idade, entre palavras e em gestos havia lhe expressado que quando fosse “grande” ia ser cantora, e ela claro derreteu em lágrimas, pois eu falava tão pouco… E, além disso, eu não sabia que era surda.

Mais tarde, na minha adolescência fiz aula de música, a qual me fez exercitar as cordas vogais, aprender como utilizar a respiração e principalmente a “modular a voz” nas falas, o resultado me conduziu ao mais próximo da entonação das vozes gaúchas ( já que falam cantando, é o que as pessoas de outros estados dizem…rsrs)    

Diante desta história, é tão importante analisar o que as crianças demonstram, sejam elas ouvintes ou não, os desejos de aprender que lhe afloram de uma forma natural, é dali devemos incentivar desde as suas primeiras habilidades e utilizar isso para alcançar novos conhecimentos e fazendo com que as atividades sejam agradáveis e produtivas!!